Piadas da vida real...

>> quarta-feira, 22 de julho de 2009


Certo dia, uma menina de 7 anos apreensiva porque se aproximava o dia da primeira prova da sua vida escolar, chega para a mãe com uma montanha de livros nas mãos, uma cara de pavor, suspira e diz:

- Mamãe, amanhã tenho a minha primeira prova na escola, estou com medo e nervosa. Tem uma tal de nota que se eu não alcançar estou frita. Além de não saber bem o que é prova, a professora me mandou não esquecer de fazer uma coisa importante: estudar.

Mas, mamãe, onde tem explicando o que é estudar?

Qualquer semelhança com fatos reais não é mera coincidência...

O que será que se passava, naquele momento, na cabeça da menina?



( )Mamãe, estou fu... porque não sei o que é prova, que diabos é a nota que tenho que alcançar e muito menos o que significa estudar para essa coisa!


( )Sou um extraterrestre e as pessoas falam outra língua neste planeta chamado escola!


( )Estão todos contra a mim e a minha professora comanda o time adversário!

Eu votaria em todas as opções acima!

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Que aula vagabunda é esta que não se pode conversar?

>> terça-feira, 21 de julho de 2009

Permito-me sair dos meus lençois e cobertores com cheiro de férias para vir aqui postar uma entrevista bastante interessante dada à Radio Câmara, pelo professor da USP Vitor Henrique Paro sobre a nossa velha e ultrapassada educação, com ênfase a educação das crianças.
Aqui, alguns fragmentos da entrevista e logo abaixo, o vídeo com a entrevista na íntegra.

"Os alunos são expulsos da escola. Os alunos, os pais, querem estudar. Acontece que a escola é muito ruim, a escola, salvo raras exceções, não atende as necessidades e os anseios nem da população e muitíssimo menos dos alunos. Então se um lugar que é a escola, que seria um centro de cultura, das coisas mais necessárias e que o homem mais tem interesse, que é apropriar-se de conhecimentos, valores, ciência, filosofia, artes, compor a sua personalidade, transformar-se. Se esse lugar é recusado pelo aluno, é porque esse lugar não está atendendo a esses objetivos."

Vítor Paro destaca que a escola usa métodos de séculos atrás, sem conseguir construir no aluno o desejo de aprender. Levar o aluno a aprender a querer aprender é o primeiro mandamento da didática.

"A própria escola que é organizada em salas de aula já é um modelo antigo. Há mais de 70 anos, - quem lê Piaget, Vygotsky - esse pessoal todo do século 20, foram feitas pesquisas que a pior forma de ensinar uma criança, até por volta de 11, 12 anos, é alguém que explica e ela que ouve. (...) Suponhamos que a escola devesse passar só conhecimentos, que é o que a nossa escola se propõe, mesmo isso precisaria ser passado de uma forma integral, de uma forma interessante, de uma forma que levasse a criança a querer aprender. E a pior forma de ensinar é botar as crianças sentadas, isso não é forma de ensinar, isso é um sacrifício."

Vítor Paro diz que é um crime de lesa-pedagogia colocar crianças sentadas e confiná-las numa sala de aula durante 4, 5 horas por dia. Para o educador, essa é uma forma de fazer com que a criança odeie o ensino.

"A criança só se prepara para viver se ela viver bem. Viver bem para a criança significa brincar. Então a escola, antes de tudo, deveria ser um lugar onde se pudesse brincar. A primeira coisa que as nossas escolas, baseadas em métodos jesuíticos ainda, do século 16, 17 é proibir a criança de brincar. Não pode conversar com o outro, não pode conversar na aula. Que aula vagabunda é essa em que não se pode conversar? A escola está toda estruturada para um ensino atrasado. A escola devia estar estruturada em turmas pequenas de crianças, que fossem orientadas por adultos, mas que tivessem o adulto no seu próprio nível. ... Porque é diferente? Existem zilhões de métodos novos que ensinam a criança a brincar. Não é difícil, é muito fácil, e dá para ensinar toda a matemática e geografia, muito mais do que se ensina hoje, e dava ao mesmo tempo para desenvolver a personalidade da pessoa."



Fonte: http://esquisitadri.blogspot.com/

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depois de lavar as mãos...

>> sexta-feira, 17 de julho de 2009


Pausa para o poeta Manoel de Barros


" Uma Didática da Invenção"
I
Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca
b) O modo como as violetas preparam o dia para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega mais ternura que um rio que flui entre 2 lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
etc
etc
etc
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.

II
Desinventar objetos. O pente, por exemplo.
Dar ao pente funções de não pentear. Até que ele fique à disposição de ser uma begônia. Ou uma gravanha.
Usar algumas palavras que ainda não tenham idioma.

III
Repetir repetir - até ficar diferente.
Repetir é um dom do estilo.

(...)
XIII
As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis:
Elas desejam ser olhadas de azul-
Que nem uma criança que você olha de ave."
Laranja Mecânica

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>> segunda-feira, 13 de julho de 2009

video

Ver essas coisas me alimenta a esperança num mundo mais humano.

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Minha primeira descarga


Você lembra da primeira vez que entrou numa sala de aula?
Quando comecei a minha Odisséia pedagógica, eu ainda estava fazendo faculdade e apareceu um anúncio para estagio em uma ONG. O Anúncio em papel A4 timbrado, se perdia no imenso mural do corredor da Faculdade, entre cartazes e demais poluição visual, mas aquela oferta de estagio me seduziu... Fiz de tudo pra conseguir a vaga, fui bem em todas as etapas, até que o resultado foi positivo pra mim.
Aí fui eu para o meu primeiro dia de trabalho, eu sabia que ia pegar uma turma de 20 crianças com idade entre 7 e 10. Nem é preciso ter experiência escolar pra saber que nessa idade as crianças têm muita energia, então resolvi que minha primeira aula seria de expressão corporal. Planejei a aula toda amarradinha com os tempos bem distribuídos. Começando em circulo (pra ser mais democrático) com relaxamento, um alongamento, jogos de improvisação e fechamento da aula com o depoimento corporal das crianças sobre a experiência.
Só em sonho, mesmo...

Ou melhor, só na teoria, pra uma aula acontecer tão bem como planejada.

Quando a aula começou...
Eu só consegui ouvir os nomes das crianças e quando começamos a primeira parte da aula (o tal relaxamento) em cinco minutos a turma se dispersou totalmente, os meninos corriam a trás das meninas e gritavam e brigavam e mordiam, enquanto outros riam de tudo e todos riam de mim, que não tinha o menor controle da situação.
Senti-me como um patinho de borracha preste a cair no vaso em pleno momento da descarga.

Desesperei-me , chamei , pedi, gritei, falei baixinho, com carinho, implorei e nada.
Ninguém me ouvia.
Ou nem queria me ouvir .
Ninguém tava nem aí pra relaxamento ou expressão corporal ou qualquer sorte do que eu tivesse planejado.

No meio do desespero eu me joguei no chão e comecei a gritar:
...AAAAAHAAAAHAHAHAH...sem parar...AAAAAHAHAHAHAAAA... Cada vez mais alto... AAAAAHAHAHAHAAAA... E mais e mais... AAAAAHAHAHAHAAAA...
É bem verdade que aproveitei a oportunidade pra soltar o grito de medo e o pavor de estar naquela situação sem nenhum controle, mas aos poucos o meu surto foi chamando a atenção das crianças, que iam aos pouco se aproximando em silêncio, com uma pergunta nos olhos:

"Professor, tá tudo bem? O Senhor tá bem? "
Aí, eu me sentei e respondi pra eles: “eu pensei que vocês queriam gritar, então eu também comecei a gritar...”.


Primmmmmmmmmmmm... Tocou o sinal, acabou a aula!

Assim acabou a minha primeira aula. Quando saí de lá eu só pensava em chegar logo em casa, mais precisamente no meu banheiro e dar a minha descarga no meu controle.




EDUCAÇÃO NÃO TEM CONTROLE!

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Para pensar e discutir...

>> terça-feira, 7 de julho de 2009



Caros amigos,
Ao assistir esse vídeo, fiquei impressionada com a sabedoria do entrevistado. Vale a pena, assistir e refletir o que a escola pode ou não representar na vida de uma criança. E também que acima de tudo, ela não é tão poderosa assim...as pessoas sobrevivem a ela.

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Qual a promoção de hoje?



Chegou a época de trocarmos a decoração, limparmos a casa e quem sabe enconder a sujeira pedagógica debaixo do tapete...

Socorrooo!!! Haja coisinha bonitinhas para fazer, desperdício de material e além tudo ideias mirabolantes!

No chuveiro, procurando essas ideias sensacionais ou quem sabe mais um molde de bichinhos para compor a decoração da minha sala, lembrei de uma vez ter ouvido de uma colega:


"Professor não é que nem gôndola de supermercado que tem uma promoção nova todo dia"

Envolver os alunos, aulas shows, super projetos... A água fria caindo e eu refletindo que não temos tempo para sermos criativos ou para ao menos cultivar nossa criatividade. Isso porque nosso tempo na escola (e em casa) durante o semestre se resume em fazer provas, atividades, planejamentos e correções. Que horas posso ler um livro ( não, não o didático)? Que horas posso ficar cultivando meu ócio, quem sabe visitando uma exposição, assistindo um filme, ouvindo música que seja...

Nas minhas férias, é claro...E trate de voltar com promoções para o restante do ano ok?

P.S: Que fique bem claro, não queremos folga ou trabalho mole...queremos qualidade de vida para fazermos um trabalho de qualidade.

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A inutilidade das semanas pedagógicas

>> segunda-feira, 6 de julho de 2009


O semestre acabou, ou quase, pois agora estamos vivendo os torturantes dias de SEMANA PEDAGÓGICA.

Estas duas palavras juntas não combinam, porque como diz meu amigo Laranja Mecânica, já vivemos pedagogicamente o ano inteiro, então deveriam dar outro nome a este período.

Minhas sugestões:
  • Semana enrológica;

  • Semana entediógica;

  • Semana desperdiçadógica;

  • Semana enchedora de sacógica.

Qual a necessidade real de se ter reuniões diárias utilizando os 5 dias de uma semana? Nem as conferências das Nações Unidas duram tanto!



Mas tem o lado bom.

É neste período em que eu desenvolvo meu lado criativo, deixo aflorar o artista que tem dentro de mim.

Meu caderno de anotações vira uma verdadeira tela, para Picasso nenhum botar defeito.



E é sempre assim, se formos contabilizar o que de útil fizemos nesta semana, no final vemos claramente que poderíamos ter feito tudo utilizando no máximo dois dias.



Na educação muita coisa precisa ser repensada. Este é um dos pontos que deve estar em pauta nas escolas (principalmente nas particulares), pois não há nada menos inteligente, menos útil, menos produtivo do que o velho e retrógrado "cumprimento de horário."



Agora, se for para ouvir e produzir brilhantes teorias inovadores em que eu volto para casa com os olhos brilhando e cheias de "idéias para dominar mudar o mundo", podem me chamar eu estou aqui o que que há!

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Vai um café aí ou posso trazer a conta?

>> sexta-feira, 3 de julho de 2009




Que a profissão de professor não é uma das mais valorizadas estamos carecas de saber.
Mas vira e mexe acontecem situações assustadoras, como esta que vou contar...

Certa vez, após investir algumas horas do meu dia preparando uma aula bem elaborada, baseada em uma pesquisa sistemática, com rico embasamento teórico e recheada de infográficos de todos os tipos , fui dar minha aula quando, no meio da explicação, ouço:

- Psiuuuuu...
Por um momento pensei que eu estivesse em um restaurante, barzinho, até me animei.
- Ei, psiuuuuu....
Mais uma vez aquele som! Achei que não estava ouvindo bem, mas o barulho persistia.
- Ei moça, psiu... estou te chamando aqui e você não me escuta!

Eu juro, o aluno me chamou de moça e ainda fez psiuuuuu!
E o pior, já estávamos no mês de maio.
Além dele não saber meu nome (pode acontecer), ainda me chama de MOÇA.
A vontade que eu tive na hora foi de falar:

- Sim senhor, deseja um café ou já posso trazer a conta?

No meu tempo de estudante (e olha que tem bem pouco tempo, cof), nos dirigíamos aos professores com um pouquinho mais de respeito. Talvez porque, naquele tempo, ainda houvesse admiração? Ou porque nos era imposto este respeito? Digam-me vocês.

É importante dizer que, não sou retrógrada ao ponto de querer ser chamada de Senhora, V. Majestade, V. Alteza e afins. Aprecio um relacionamento próximo, porém respeitoso.

A única coisa que faltou para completar a cena foi eu encontrar algumas moedas em cima da mesa no final da aula.
Mas elas não estavam.
Bom ou ruim?
Depende do ponto de vista.

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E no banheiro...

>> quarta-feira, 1 de julho de 2009




Todos nós professores precisamos de um banheiro como este para soltar o verbo e dar descarga na pedagogia que só causa indigestão de mente, alma e corpo!

Mas também lembrando que o banheiro é um espaço de renovação, de tirar a sujeira e sacodir a poeira...
Que possamos fazer deste espaço uma terapia, um banho, um alívio...

Se tivermos que chorar no chuveiro, que as águas levem nossas angústias ralo abaixo.

Se tivermos diarréias verbais sobre nossa condição pedagógica, que a descarga faça-nos o favor de levá-las para o seu devido lugar.

E que acima de tudo restauremos juntos o nosso papel de educadores.
E por que não começarmos com o papel higiênico?


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