A inutilidade das semanas pedagógicas

>> segunda-feira, 6 de julho de 2009


O semestre acabou, ou quase, pois agora estamos vivendo os torturantes dias de SEMANA PEDAGÓGICA.

Estas duas palavras juntas não combinam, porque como diz meu amigo Laranja Mecânica, já vivemos pedagogicamente o ano inteiro, então deveriam dar outro nome a este período.

Minhas sugestões:
  • Semana enrológica;

  • Semana entediógica;

  • Semana desperdiçadógica;

  • Semana enchedora de sacógica.

Qual a necessidade real de se ter reuniões diárias utilizando os 5 dias de uma semana? Nem as conferências das Nações Unidas duram tanto!



Mas tem o lado bom.

É neste período em que eu desenvolvo meu lado criativo, deixo aflorar o artista que tem dentro de mim.

Meu caderno de anotações vira uma verdadeira tela, para Picasso nenhum botar defeito.



E é sempre assim, se formos contabilizar o que de útil fizemos nesta semana, no final vemos claramente que poderíamos ter feito tudo utilizando no máximo dois dias.



Na educação muita coisa precisa ser repensada. Este é um dos pontos que deve estar em pauta nas escolas (principalmente nas particulares), pois não há nada menos inteligente, menos útil, menos produtivo do que o velho e retrógrado "cumprimento de horário."



Agora, se for para ouvir e produzir brilhantes teorias inovadores em que eu volto para casa com os olhos brilhando e cheias de "idéias para dominar mudar o mundo", podem me chamar eu estou aqui o que que há!

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Vai um café aí ou posso trazer a conta?

>> sexta-feira, 3 de julho de 2009




Que a profissão de professor não é uma das mais valorizadas estamos carecas de saber.
Mas vira e mexe acontecem situações assustadoras, como esta que vou contar...

Certa vez, após investir algumas horas do meu dia preparando uma aula bem elaborada, baseada em uma pesquisa sistemática, com rico embasamento teórico e recheada de infográficos de todos os tipos , fui dar minha aula quando, no meio da explicação, ouço:

- Psiuuuuu...
Por um momento pensei que eu estivesse em um restaurante, barzinho, até me animei.
- Ei, psiuuuuu....
Mais uma vez aquele som! Achei que não estava ouvindo bem, mas o barulho persistia.
- Ei moça, psiu... estou te chamando aqui e você não me escuta!

Eu juro, o aluno me chamou de moça e ainda fez psiuuuuu!
E o pior, já estávamos no mês de maio.
Além dele não saber meu nome (pode acontecer), ainda me chama de MOÇA.
A vontade que eu tive na hora foi de falar:

- Sim senhor, deseja um café ou já posso trazer a conta?

No meu tempo de estudante (e olha que tem bem pouco tempo, cof), nos dirigíamos aos professores com um pouquinho mais de respeito. Talvez porque, naquele tempo, ainda houvesse admiração? Ou porque nos era imposto este respeito? Digam-me vocês.

É importante dizer que, não sou retrógrada ao ponto de querer ser chamada de Senhora, V. Majestade, V. Alteza e afins. Aprecio um relacionamento próximo, porém respeitoso.

A única coisa que faltou para completar a cena foi eu encontrar algumas moedas em cima da mesa no final da aula.
Mas elas não estavam.
Bom ou ruim?
Depende do ponto de vista.

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E no banheiro...

>> quarta-feira, 1 de julho de 2009




Todos nós professores precisamos de um banheiro como este para soltar o verbo e dar descarga na pedagogia que só causa indigestão de mente, alma e corpo!

Mas também lembrando que o banheiro é um espaço de renovação, de tirar a sujeira e sacodir a poeira...
Que possamos fazer deste espaço uma terapia, um banho, um alívio...

Se tivermos que chorar no chuveiro, que as águas levem nossas angústias ralo abaixo.

Se tivermos diarréias verbais sobre nossa condição pedagógica, que a descarga faça-nos o favor de levá-las para o seu devido lugar.

E que acima de tudo restauremos juntos o nosso papel de educadores.
E por que não começarmos com o papel higiênico?


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